
os seres humanos podem modificar suas vidas apenas mudando suas atitudes mentais."
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Apoiava-me em seus dedos para conseguir os primeiros passos, era sua voz que me acalmava e me trazia a segurança que precisava, lembro até hoje da canção que me fazia fechar os olhos e esquecer o mundo. O lugar mais seguro era em seus braços, ali nada me dava medo, eu não queria sair, não precisava, poderia viver ali para sempre. Só que o sonho não é para sempre, tive que aprender a andar sem sua mão me segurando, sem me dizer por onde devo andar, que escolhas devo fazer. Agora tenho que andar sozinha, e se eu cair, quem vai me levantar? Será que eu consigo sem você? Eu tenho medo, de verdade, de acordar um dia, olhar para o lado e não te encontrar. Eu quero meu colo de volta, enquanto tenho tempo, quero voltar a ser como criança em seus braços, e a única decisão a fazer seja a escolha do meu presente de aniversário.
Q.M.
“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Não preciso de muito para ser feliz, já repeti isso algumas vezes, mas o pouco tem custado tanto que parece impossível. Às vezes é tão fácil, sou capaz de sentir em minhas próprias mãos e de repente num piscar de olhos tudo se vai, deixando rastro de dúvidas do que de fato é ser feliz, eu sou, serei, já fui ou isso só acontece com os outros? Talvez meu conceito de felicidade se resuma em um só lugar... em querer, em poder, em te ter...
Q.M.
Q.M.

"Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar."
Caio F. Abreu
